70 anos da Segunda Guerra Blog para curiosos sobre a segunda guerra mundial

6mar/100

O atirador que mais matou em todas as guerras

Conflitos em andamento em 06.03.1940: Batalha do Atlântico, Guerra do Inverno, Defesa do Reich.
Estados beligerantes em 06.03.1940: Alemanha, Eslováquia, URSS x Governo-em-Exílio da Polônia, Reino Unido, França, Austrália, Nova Zelândia, Índia, Terra Nova, África do Sul, Canadá, Governo-em-Exílio da Tchecoslováquia, Finlândia.
Em 1925, Simo Häyhä, um fazendeiro da Carélia, vencedor de uma série de competições de tiro, entrou para o exército finlandês. Logo ele ganhou destaque e passou a ser treinado como atirador de elite.
Com o início da Guerra do Inverno, Häyhä recebeu um rifle soviético M28 sem mira telescópica e recebeu ordens de sempre procurar locais estratégicos para matar o maior número de soviéticos possíveis. Häyhä desempenhou sua função extremamente bem e, até o dia 06.03.1940, tinha matado 505 soviéticos com seu M28. Em um combate em Kollaa, Häyhä assumiu uma metralhadora e matou mais 200. Chegando a um total de 705 mortos. Além disso, acredita-se que Häyhä tenha ferido ou matado no mínimo mais 542 soviéticos que não entraram na contagem oficial.
O sucesso de Häyhä causou pavor nos soviéticos. Ele passou a ser chamado de Morte Branca pelos soldados dos dois lados do conflito e os soviéticos montaram dezenas de forças-tarefa com atiradores de elite, soldados de infantaria e artilheiros para caçar o Morte Branca. A maioria das forças-tarefa só contribuíram para aumentar a contagem de mortos por Häyhä. Entretanto, no dia 06.03.1940, a sorte do Morte Branca mudou. Häyhä foi atingido por um tiro no maxilar e caiu inconsciente. Ele foi resgatado por um soldado finlandês que ficou surpreso por Häyhä ainda estar vivo mesmo com metade de seu rosto faltando.
Häyhä só acordaria uma semana depois e ficou meses no hospital se recuperando. Neste período, ele foi promovido várias vezes até o posto de segundo-tenente. Häyhä ficaria com o rosto desfigurado para o resto da vida e se dedicaria à caça e à criação de cachorros numa cidade na fronteira com a União Soviética.
Apesar de Häyhä ser até hoje o atirador de elite com mais mortes confirmadas em todas as Guerras, ele nunca mostrou arrependimento com o fato. Em 1998, quatro anos antes de morrer, numa rara entrevista, ele argumentaria que pediram para desempenhar seu trabalho da melhor forma possível e era isso que ele estava tentando fazer. Na realidade, ele se sentia orgulhoso de ter desempenhado o seu trabalho.
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